quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017



O primeiro passo para entender essa dieta, que se tornou tão difundida no meio do Crossfit nos últimos anos, é entender um pouquinho sobre os primórdios da nutrição humana. Segue a explicação do Nutricionista Leonardo Supra:


NUTRIÇÃO NO PERÍODO PALEOLÍTICO

A Nutrição foi fundamental para evolução humana e para entender isso é necessário olhar para o início da história. A era paleolítica aconteceu cerca de 2,5 milhões a.C., quando os antepassados do homem começaram a produzir os primeiros artefatos em pedra lascada, destacando-se de todos os outros animais até cerca de 10000 a.C., quando houve a chamada Revolução Neolítica em que a agricultura passou a ser cultivada, tornando o homem não mais dependente apenas da coleta e caça.

Passamos a maior parte do tempo de evolução se alimentando apenas de alimentos que a natureza oferecia seja de forma natural ou vegetal. Este é um padrão de alimentação que o homem está geneticamente adaptado, da mesma forma que estamos geneticamente adaptados à gravidade da terra, à concentração de oxigênio da nossa atmosfera, à temperatura do nosso planeta, pois estas são as condições que estavam presentes durante a nossa evolução, a dieta com a qual evoluímos moldou nossos genes. Não existe um único tipo de dieta paleolítica.

Hominídeos nômades vagaram pela África, e posteriormente por todos os continentes, comendo aquilo que estava disponível. No litoral, isso significava um predomínio de pesca. Nas savanas, um predomínio de caça. Na maioria dos lugares, era suplementada com vegetais, frutas silvestres e raízes, além de insetos e larvas. Em locais como o círculo polar ártico, praticamente não havia vegetais disponíveis por pelo menos 6 meses. Em ilhas do pacífico, o coco chegava a compor mais da metade do consumo calórico. Assim, não há uma dieta paleolítica, mas várias. Mais importante do que as diferenças entre estas dietas, é o que todas têm em comum: a ausência de produtos refinados, alimentos processados e grãos.

Para a maioria de nós, o tempo requerido para que mudanças evolutivas ocorram em uma espécie é inimaginável. Assim, é útil fazer algumas comparações. Se condensássemos todos os 2.500.000 anos da evolução humana em 1 ano, teríamos o seguinte calendário:

- Dia 1º de janeiro: Início da evolução dos hominídeos, há 2,5 milhões de anos; 

- Dia 31 de dezembro, 23:59:59.9 segundos 

- data presente; 

Neste calendário imaginário, a agricultura surgiu apenas às 13h do dia 30/12.

As primeiras cidades e a escrita, na madrugada do dia 31 de dezembro, às 3h.

As civilizações clássicas às 15 horas do último dia do ano.

O açúcar só foi introduzido na Europa (pelos Cruzados) às 21 horas do dia 31, 3 HORAS antes da meia-noite.

Os moinhos modernos, que, com a revolução industrial, baratearam a farinha branca refinada, aumentando sobremaneira o consumo de trigo, são extremamente recentes, 18 segundos antes da meia-noite.

A introdução do xarope de milho de alta frutose, com o qual se adoçam refrigerantes, biscoitos, sorvetes e outras guloseimas, surgiu apenas 7 segundos antes da meia-noite do ano evolutivo.

Se a evolução da espécie tivesse ocorrido em 1 ano, teríamos tido uma dieta por 363 dias e meio, e uma mudança radical nas 36 horas finais (e uma mudança mais radical ainda nos últimos segundos).

Em um calendário como este, a evolução e a adaptação da espécie não ocorrem de um dia para o outro, mas no decorrer de semanas e meses. O período anterior à agricultura é denominado período paleolítico, apenas 2 dias atrás. Nossos genes, obviamente, ainda são os mesmos do paleolítico. É evidente que estamos geneticamente adaptados à dieta paleolítica.









1 comentários:

Parabéns pelo site e a matéria está boa demais!
Eu trago na minha página algumas outras informações sobre a dieta paleolítica, dicas, receitas e cardápios para ajudar quem quer seguir sem desistir dessa dieta.
Faça-nos uma visita depois.


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